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Arquivo de janeiro, 2010

A Galáxia Internet

No capítulo “Negócios eletrônicos e nova economia” do livro A Galáxia Internet: Reflexões sobre internet, negócios e sociedade de Castells (2003: 87-144), ele caracteriza o comércio eletrônico, uma nova economia, mostrando primeiramente como se modificaram as técnicas empresariais organizadas em torno das redes e como essa variação forma uma nova estrutura social, a sociedade em rede. Incentivadas pela cultura empreendedora, de inovação e dos capitalistas de alto risco, surgem novas empresas e negócios na Internet que se ampliam rapidamente e vendem para o mundo inteiro.

Um atributo importante dessa nova economia prende-se com a instabilidade do mercado financeiro, que, antigamente era mais estável e mais previsível, guiado por avaliações criteriosas e concretas do mundo dos negócios, é agora, mais influenciado por aquilo que Castells denomina “turbulências de informação”. A incerteza, o risco, e a mudança constante são a regra, em vez da exceção. Na Era da Internet a multiplicidade de informações on-line (notícias, manipulações, rumores etc.), prosperam, o que dificulta as decisões dos investidores, provocando, por exemplo, reações instantâneas às mudanças de mercado (informações financeiras em tempo real).

Estas ascensões seguidas dos declínios dos valores dos mercados têm conseqüências graves para certas empresas e para os respectivos trabalhadores e suas famílias, especialmente, em empresas marcadas por um elevado e rápido crescimento econômico. Nestes casos pode-se auxiliar de uma forma repentina, à desvalorização das ações da empresa, com efeitos imediatos na parte financeira da empresa, bloqueando desta forma, o seu projeto de investimento e inovação.

Castells refere a “existência de um ciclo económico na nova economia”, que se encontra sincronizado com o período financeiro e com o período de inovação. Muitas das empresas virtuais foram criadas por estudantes universitários, baseadas em idéias inovadoras e praticamente nenhum capital, no entanto eram negociadas a preços elevadíssimos.

Observando as modificações na organização e dinâmica do trabalho, específico nesta nova economia, verifica-se que o papel do trabalho transforma-se, ficando a e-economia dependente do trabalho auto-programável, que por sua vez exige trabalhadores qualificados, com espírito de iniciativa, autonomia, responsabilidade e com talento para os negócios eletrônicos.

Uma das questões centrais desta transformação na organização do trabalho, passa pelo compromisso total com o projeto da empresa, deixando de existir, por exemplo, o horário de trabalho.

Na era do conhecimento, surge o e-learning como exigência de uma formação contínua para toda a vida, que tenta conciliar a formação profissional com os compromissos pessoais ou familiares.

Essa contingência específica do trabalho refere-se à existência de uma grande procura de trabalhadores altamente qualificados (programadores, engenheiros, profissionais dos negócios eletrônicos, etc.), que, quando não são lançados em quantidades ou em qualidades necessárias às exigências do trabalho de um determinado país, circulam internacionalmente e são absorvidos pelas universidades e empresas de tecnologia de ponta do estrangeiro. É o emergir do êxodo dos talentos acadêmicos, ou como refere Castells o surgimento de um sistema de circulação de cérebros.

Castells também cita o ingresso das mulheres, apesar da discriminação no mundo empresarial, que abriram o caminho em todos os níveis ocupacionais, diminuindo ao passar dos anos até mesmo a diferença salarial com o sexo oposto. Isso se deu por conta dos movimentos feministas que atravessaram todo o século passado e foram determinantes na revolução moral, cultural e social, no que diz respeito às mudanças do papel da mulher e do homem na família.

Todas estas transformações no mundo do trabalho e nos processos de produção de riqueza que assinalam a sociedade na Era da Internet, transformam a relação do indivíduo com a própria sociedade, aparecendo novas formas de sociabilidade.

por Ariane Carvalho

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O critério de relevância dos “tweets” no Google

Desde dezembro, o Google iniciou em seu sistema de buscas um recurso que permite fazer uma pesquisa em tempo real em redes sociais como Twitter e Facebook. O Google Real Time, de caráter experimental e apenas em uma única versão (inglês), traz mensagens de usuários cadastrados nas ferramentas integradas a busca comum. Porém, o serviço foi questionado pela falta de critério na ordem de aparição das mensagens. Quase dois meses após o lançamento, temos uma resposta.

A revista Technology Review, do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT), nos Estados Unidos, conversou com Amit Shingal, um dos funcionários do Google responsável pelo desenvolvimento do recurso, que revelou o mistério por trás da hierarquia de informações que é fornecida ao internauta.

Para um dos gigantes da web, os tweets - mensagens de até 140 caracteres produzidas no Twitter - são avaliados e têm o mesmo peso e importância de uma página - o que é conceituado como pagerank. Logo, o procedimento para hieraquizá-los varia de acordo com a reputação do próprio usuário. Quem explica é o próprio Shingal.

Se você ganha reputação, logo fornece também reputação. Caso você tenha muitos seguidores e é considerado um dos hubs no Twitter, naturalmente sua mensagem terá um peso maior, já que seu tweet é valioso. Em pouco tempo, ele será uma referência aos demais que fazem uma pesquisa no Google.

Este processo de adaptação às plataformas sociais participativas de mensagens instantâneas mostra como o Google, visto como um tótem inatingível e intocável, não é exceção no quesito de modelos de negócio sustentáveis na web. Não adianta permanecer com uma única estrutura sólida e consolidada - no caso, buscas - por muito tempo. A necessidade cria os caminhos e as alternativas de forma tão rápida que não dá tempo de acreditar em nada venerável.

Fonte: Veja On Line

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Programação para 2010 movimenta mercado digital baiano

Associação de agências digitais elege diretoria para biênio 2010-2011 e anuncia novos projetos

O ano de 2010 já começou com novidades para as agências digitais da Bahia. Depois da escolha da nova diretoria, realizada nesta quinta-feira (14), a Associação de Agências Digitais da Bahia – ADBA anuncia a programação de atividades que serão desenvolvidas ao longo do ano, voltadas para os profissionais do mercado de internet. 

Entre os projetos da ADBA estão a realização do seminário de marketing político na internet, para orientar partidos e candidatos às eleições 2010, e o desenvolvimento de pesquisas de marketing para levantar informações sobre potencial produtivo, tendências, necessidades, oportunidades, recursos humanos e outros temas importantes para os profissionais.

“Neste primeiro semestre, vamos publicar um documento para o nosso mercado consumidor, contratantes de serviços de marketing e tecnologia, orientando as melhores práticas de avaliação e concorrência”, ressalta o novo presidente da associação, Diego Rydz.
     
Com a meta de duplicar o número de associados até o final de 2010, a ADBA disponibiliza em sua página (www.adba.com.br) a lista de agências associadas, para que empresários e gestores possam estudar os portfólios e selecionar a empresa que atenda suas necessidades.

A ADBA representa os interesses das agências digitais baianas, trabalhando pelo desenvolvimento, normatização, consolidação e profissionalização do mercado de marketing digital da Bahia. As agências que tenham interesse em se associar devem realizar o cadastro no site www.adba.com.br.

A nova diretoria é composta por Diego Rydz (Presidente), Vitor Perrone (Vice-Presidente), Vinicius Guimarães (Tesoureiro) e os membros da diretoria: Alessandro Canella, Vinicius Barros e Robert Philips.

 

Vitor Hugo Perrone, Diretor da 2Pontos, é o novo Vice Presidente da ADBA

Vitor Hugo Perrone, Diretor da 2Pontos, é o novo Vice Presidente da ADBA

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